sexta-feira, 23 de maio de 2008

“Queria ter a certeza de queapesar de minhas renúncias e loucuras,alguém me valoriza pelo que sou,não pelo que tenho...Que me veja como um ser humano completo,que abusa demais dos bons sentimentosque a vida me proporciona,que dê valor ao que realmente importa,que é meu sentimento...e não brinque com ele.E que esse alguém me peça paraque eu nunca mude,para que eu nunca cresça,para que eu seja sempre eu mesmo“.Mário Quintana.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

O ABSURDO!!

Em Araras está faltando comida para CAPS (Bianchini), as pessoas que o frequentam estão sem o que comer há três meses!!!
Já está na hora de nos mobilizar para garantir um bom atendimento no CAPS.

Em São Paulo, ontem dia 18/05/2008, dia nacional da Luta Antimanicomial, houve a intervenção por faixas realizada aqui em Araras, e está expondo esse ABSURDO da falta de ALIMENTO no CAPS.

Por momento é isso!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Semana Anti-Manicomial Reflexão


No último sábado dia 10/05/2008, foi feita o primeiro Movimento Ararense pela Cidadania em Saúde Mental.

A partir do Séc XVII, a loucura passou a ser reprimida, pela vida capitalista que se tinha. Então louco era quem não se enquadrava na maneira de ser adequada às exigências do capital. Desde então pessoas subversivas, eram consideradas loucas, e por muitas vezes internadas em hospicios ( hospitais psiquiátricos= manicômios)Em Dezembro de 1987, saiu a primeira luta anti-manicomial no Brasil. O que se sabe é que o Hospício D. Pedro II foi um marco para a "escória" social.
No ano de 2008, ainda temos esses hospitais psiquiátricos, ou manicômios. Em Araras o Sayão, onde cursos de psicologia da própria cidade não podem entrar, no entanto podemos pensar no por que? Estão escondendo alguma coisa...
Neste mesmo ano, um grupo de alunos se reuniram, para fazer pela primeira vez em Araras essa manifestação, que no primeiro momento foi para informar as pessoas que há outras alternativas, para essas pessoas consideradas "loucas" ainda pela sociedade. Que seriam os Caps. programas substitutivos. Programas de volta para casa, e residência terapêutica... O objetivo é construir uma rede de cuidados onde os "doentes mentais" não são excluídos do seu processo terapêutico, mas ativo.
Gostaria de trazer nessa oportunidade reflexões desenvolvidas com grupos de amigos, onde surgiram algumas questões nessas considerações...
O primeiro ponto é abordar o surgimento dessa exclusão de um determinado grupo social , ou seja, os considerados "loucos" excluídos dessa rede manicomial existente na própria sociedade. E aproveitando fazer uma referência a familia, onde é o cerco inicial da vida, será que a própria família. Até que ponto toda essa questão de loucura não surge da familia.
Segundo ponto que gostaria de abordar, com o objetivo de desconstrução familiar alienada, poderiamos rever pontos como, o próprio sistema capitalista influênciando essa "loucura", os próprios cursos de Psicologia por vezes acabam construindo um "manicômio intelectual", com presença do dualismo. Sendo um pouco mais radical, os próprios psicologos por vezes estão embarcando nessa construção manicomial, e não na desconstrução!
Vejamos a seguinte associação numa intituição onde o próprio curso de Saúde não valoriza o ser humano, como isto poderia estar contribuindo para essa tão dita Luta?
Primeiro deveriamos pensar nos próprios micro poderes como dizia Foulcaut para se mudar alguma coisa primeiro precisamos mudar o Micro e depois o Macro... Enquanto houver essa manipulação do humano como simplesmente Máquina, e a exclusão, não se chegará a lugar nenhum, pois a exclusão, o preconceito, faz com que a diversidade fique cada vez mais silenciada, sem poder estar convivendo num certo lugar, numa certa realidade. Primeiro somos Todos Humanos, independente se é esquizofrênico, Bi- polar, Depressivo, Negro, Homossexual, independente da Idade, todos somos e temos direitos de viver, e de nos expressar!
Devemos primeiramente desmistificar essa hipocresia, essa falsa cidadania, e esse poder do Capital, onde as pessoas apenas servem as máquinas... Hoje em dia até a Psicologia que deveria estar valorizando o humano, também adere por apenas condicionar para o capital.